Com quase 20 anos de mercado, a marca VERT, conhecida internacionalmente como VEJA, está passando por uma significativa mudança de identidade no Brasil e irá adotar o mesmo padrão global para a marca. A partir de agora, oficialmente, Vert passa a ser Veja em todos os lugares do mundo.
O anúncio aconteceu em um jantar intimista para convidados nos Jardins em São Paulo. “O nome muda, mas a qualidade se mantém e o local de fabricação permanece o mesmo, o Brasil”, disse Sébastien Kopp, sócio fundador da marca, em entrevista exclusiva à Forbes.
Quem conhece a marca sabe. Lá fora, na França onde foi lançada e nos mais de 100 países onde os tênis são vendidos, a marca se chama Veja. O nome Vert só é usado no Brasil, pois a marca enfrentou desafios legais devido ao registro prévio do nome.
Veja é um nome altamente associado a duas outras marcas aqui do Brasil, a revista e o produto de limpeza, e eles foram muito inteligente na época em optar pelo nome VERT (verde em francês), o que conversou muito bem com a marca que trabalha com sustentabilidade. Além de trazer aquele apelo de marca gringa que o brasileiro ama.
Com operação no Brasil desde 2014 e a decisão da marca de mudar seu nome para Veja gerou uma série de debates e controvérsias em termos de branding. A mudança de nome de uma marca estabelecida pode ter grandes implicações, tanto positivas quanto negativas, para a percepção do público e a identidade da empresa.
Por um lado, a mudança de nome da Vert para Veja no Brasil representa um movimento estratégico da marca para consolidar sua identidade global, fortalecendo sua posição como uma das principais marcas de tênis sustentáveis do mundo.
Sébastien Kopp, sócio fundador da Veja disse que a mudança pode sim prejudicar a marca, mas frisou que: “estamos muito empolgados em ter o mesmo nome em todo o mundo. Muitos clientes brasileiros sabem que VERT é VEJA no exterior, mas nem todos, por isso a comunicação de troca de marca vai ser constante ao longo deste ano”.
Acrescentou que a VERT e a VEJA sempre foram exatamente iguais, exceto pelas colaborações internacionais que não vinham para o Brasil pelo nome ser diferente. “Fazemos um trabalho incrível nas cadeias de produção, no Acre com a borracha nativa da Amazônia, no Ceará com algodão orgânico agroecológico e agora também na nossa nova cadeia, o PET em Minas Gerais. Essa é a nossa essência e nada mudará! O Brasil é o coração da VEJA já por 20 anos, é momento de renascimento!” disse Sébastien. E para celebrar este novo capítulo, a marca fará a reintrodução do seu primeiro tênis, o Volley, lançado em 2005 no Palais de Tokyo, em Paris.

Como uma consumidora e admiradora da marca, acredito que a chave para o sucesso da mudança de nome será uma comunicação clara e transparente por parte da empresa. A Vert (agora Veja) precisará explicar os motivos por trás da mudança de nome e destacar os benefícios que ela trará para os clientes e para a marca como um todo.
Além disso, a empresa precisará investir em estratégias de marketing e branding para garantir que o novo nome seja adequadamente lançado e promovido no mercado. Isso pode incluir campanhas publicitárias, parcerias estratégicas e engajamento nas redes sociais para aumentar a conscientização e gerar interesse em torno da nova identidade da marca,
No final, o sucesso da mudança de nome dependerá da capacidade da Vert/Veja de alinhar a nova identidade da marca com as expectativas e preferências do seu público-alvo, ao mesmo tempo em que preserva os valores e a essência que tornaram a empresa única e reconhecível no mercado de tênis.
Confesso, eu prefiro VERT! 😉